Após um período não de falta de idéias, nem de vontade, mas de uma certa dispersão, volto a me dedicar a esse projeto tão delicioso. Tenho muito o que postar, muitas coisas fluindo, mas vou recomeçar com algo bem pessoal. Foi uma conversa que tive ontem no 'msn' com meu psicólogo preferido Vítor Luiz, que está fazendo um trabalho acadêmico acerca de baile de idosos, então eu e minha vovó (essa lindíssima da foto acima) demos nossa colaboração:
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"Aos sábados, antes de sair pra minha baladinha em Americano do Brasil, sempre acompanho minha vó na balada dela. Não é que ela não goste de músicas contemporâneas, mas, é no baile de idosos que ela encontra seus compadres e comadres e vão recordar nostalgicamente os tempos de juventude. De como eram esbeltos, leves, atraentes. Chegando lá, sinto que seu primeiro sentimento é de tristeza, por ver todos aqueles senhores meio descontextualisados, numa espécie de 'ritual retrô'. Mas, quando toca aquela música que a fez beber tanto, dançar mais ainda, aquela 'Mariazinha' de 28 anos surge novamente em sua forma mais exuberante.
Engraçado dizer que azaração é coisa de jovem, quando ainda que envergonhados se entrelaçam olhares carinhosos, carregados de lembranças caras. A minha experiência nesse lugar é enriquecedora, me faz acreditar que na velhice tem sim como se divertir, e também me faz pensar em como serão as minhas 'baladinhas retrô', remexendo ao som da 'Vovó Lady Gaga'. Após alguns goles de uma boa Caracu, sou lembrado que hoje é o capítulo final da novela, e vamos nós dois embora, eu e minha já novamente Vovó Maria."
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Enfim, e qual a grande lição? O que se 'interprojeta' com isso? É muito simples: as coisas que realmente tem valor na vida são aquelas verdadeiras. Em tempos de tragédias e conflitos, o que você acha de valorizar algo que não saia em seu extrato bancário?